Seguir uma carreira como ilustrador, em Portugal, poderá não ser tarefa fácil. Trabalho não falta, mas também não falta quem se aproveite dos que estão a dar os primeiros passos e muitas vezes necessitam de manter um outro emprego que, esse sim, pague as contas no final do mês.

Amadora BDUm ilustrador português que sonhe ver o seu trabalho exposto no Amadora BD – Festival Internacional de Banda Desenhada precisa, antes de mais, deter um curso reconhecido. Não é necessário um curso para se ser bom ilustrador, mas na altura de escolher com quem vai trabalhar, e havendo alguma hesitação, o cliente poderá optar pela segurança (percecionada) de colaborar com alguém que teve anos de educação formal e estruturada.

Embora a posse de um diploma possa valorizar o ilustrador, mais importante ainda é ter um bom portefólio. Este deverá estar digitalizado – se existirem trabalhos feitos num formato que não o digital -, a fim de tornar mais prático e imediato o seu envio, mas deverá existir também um portefólio físico, que seja de fácil transporte, para se mostrar ao potencial cliente, por exemplo, numa reunião.

Um bom caminho para iniciar a carreira nesta área é o trabalho como “freelancer”. Para isso, convém dominar o inglês, ou pelo menos os aspetos relevantes para a área específica, que facilita a comunicação com clientes internacionais. Existem, hoje em dia, várias plataformas na Internet que, sem custos de inscrição, mas recebendo uma percentagem de cada transação realizad, colocam em contacto clientes e “freelancers”.

É necessário estar preparado para trabalhar por valores um pouco baixos no início, devido à elevada competição. Mas, com persistência, atenção aos detalhes e prazos de entrega, o ilustrador dedicado que tiver um trabalho de qualidade acabará por ser reconhecido. Alem disso, os trabalho desenvolvidos através destas plataformas vão constituindo mais elementos para o portefólio, dando o seu valor a conhecer, tanto em Portugal como no estrangeiro.