lisboans-contemporary-artistsParecem não existir muitos fãs de arte moderna em Lisboa, devido a uma falta de competição entre as fundações produtoras de arte, as galerias e os próprios artistas, embora este cenário esteja gradualmente a mudar, com a emergência de uma nova geração de criativos. Vejamos que perspetivas se apresentam:

  • Culturgest: É a maior fundação de arte lisboeta, a mais rica e ativa, no contexto da produção contemporânea, na capital portuguesa. Pertence a um dos maiores bancos nacionais, a Caixa Geral de Depósitos. O seu antigo diretor, Miguel Wandschneider, trabalhou para atrair os nomes maiores da arte moderna internacional, independentemente da presença de artistas portugueses, filosofia que continua a presidir à ação desta instituição.
  • ZDB: Na Galeria Zé dos Bois, localizada no moderno Bairro Alto de Lisboa, o espanhol Natxo Cheka, curador e responsável pela gestão de artes visuais, apresenta a posição deste Coletivo, de expor obras produzidas por artistas, sem constrangimentos comerciais, e de instigar a pesquisa e a investigação nas artes visuais e performativas, tal como na imagem e na música. É por isso que o acervo de obras expostas na ZDB vai desde a fotografia, a pintura e os “mixed media” aos objetos e formas de arte de “performance”. Cheka é da opinião de que atualmente existem menos obstáculos para a divulgação internacional das obras de artistas locais.

Um daqueles que passaram pela ZDB – o pintor angolano Yonamine – acredita que não existe um espaço ideal para se criar arte, pois são as pessoas que fazem a importância dos lugares. Francisco Vidal, por sua vez, acredita que tanto a cidade de Lisboa como esta Galeria são os melhores lugares para se produzir arte.

  • Módulo: Espaço centrado na arte visual, o Módulo, dirigido por Mário Teixeira da Silva, é um dos maiores nomes da arte contemporânea portuguesa. Na opinião deste dirigente, as perspetivas que se estendem diante dos artistas portugueses não são as mais animadoras, já que, além da falta de apoios do Estado, muitos deles têm pressa em expor trabalhos que ainda não amadureceram.