Portugal tem um património cultural e artístico único, resultado dos eventos que escreveram a sua História e de uma maneira de ser que se foi adaptando às novidades que outros povos trouxeram até cá e que descobrimos além-mar.
Os elementos característicos da personalidade portuguesa e do seu património encontram-se espalhados um pouco por todo o país, em paisagens, cidades e monumentos, muitos deles classificados pela UNESCO como Património da Humanidade. Hoje, o país conta com 18 classificações, repartidas entre centros históricos, arqueológicos, parques naturais, paisagens culturais e património intangível, entre elas:
- Centro Histórico de Guimarães
- Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro
- Centro Histórico do Porto
- Universidade de Coimbra (incluindo a Alta e a Rua da Sofia)
- Parque Arqueológico de Vale do Coa
- Mosteiro de Alcobaça
- Convento de Cristo
- Mosteiro da Batalha
- Torre de Belém
- Mosteiro dos Jerónimos
- Fado (Património Cultural Imaterial)
- Centro Histórico de Évora, Elvas e as suas Fortificações
- Cante Alentejano
- Paisagem Cultural da Vinha da Ilha do Pico
- Dieta Mediterrânica.
Além destes valores representativos da cultura portuguesa, o património artístico português inclui manifestações cuja salvaguarda foi considerada importante, nomeadamente:
- Arte Chocalheira: o fabrico de chocalhos foi, em 2015, classificado pela UNESCO como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente. A candidatura foi preparada pela Junta de Freguesia de Alcáçovas, juntamente com a Câmara Municipal de Viana do Alentejo, já que este foi o local onde o fabrico mais se desenvolveu. A arte de fabrico de chocalhos – ligada à transumância e ao pastoreio – começou a decair, em meados do século XX, sendo agora poucos os mestres chocalheiros.
- Arte Xávega: Em 2016, foi formalizada a candidatura da Arte Xávega a Património Cultural Imaterial de Portugal, com o objetivo de proteger uma arte associada à identidade vareira. Mais do que um tipo de pesca – artesanal, feita com rede e alagem –, é um modo de vida enraizado em diversas comunidades piscatórias, florescente nos séculos XVIII e XIX, e hoje em vias de extinção. Neste momento, Almada apresentou a sua candidatura, e as cidades de Espinho e Ovar encontram-se na fase de preparação do processo.